NOSSA CIDADE / Aspectos Educacionais

Aspectos Educacionais

Resgate Histórico

 

A primeira escola implantada em Leópolis em 1942, era mantida por uma pessoa da comunidade, o senhor Delfino Gomes de Souza, vulgo Zico. A escola, que era tipicamente uma escola de colonos, tinha como única preocupação ensinar os alunos a ler, escrever e calcular.

 

Entre os anos de 1942 a 1943, a escola teve como professor, Ari Vasconcelos, que era pago com recursos do próprio Delfino Gomes de Souza. Após esta data, os professores passaram a receber pelo município de Cornélio Procópio.

 

Em 1960, chega em Leópolis as primeiras professoras com formação em nível superior, Mafalda Abucarub e Esther Boa Morte Miranda. O trabalho desenvolvido pelas mesmas foi de muita persistência e amor à profissão. As aulas eram ministradas à noite e a sala de aula contava apenas com a claridade de quatro lampiões. 

 

A escola, denominada de Casa Escolar, passou a denominar-se Grupo Escolar de Leópolis.  

 

Após alguns anos da criação do Município, com o aumento da população e a necessidade de ampliar a escolarização dos munícipes, foi criado o curso Normal Regional de Leópolis, em 28 de outubro de 1957, conforme Decreto nº 81/57, com funcionamento no prédio do Grupo Escolar de Leópolis.

 

A oferta do nível ginasial foi um marco para o Município, atraindo para o mesmo, professores de outras cidades.

 

Em 1960, pelo Decreto nº 29.430, de 25 de maio de 1960, a escola onde funcionava o curso Normal passou a denominar-se Escola Normal Regional Dom João VI, tendo como primeira diretora, Efigenia Kloster.

 

Em 1962, a Escola Normal Regional Dom João VI passou a denominar-se Escola Normal Regional de Grau Ginasial Dom João VI, tendo como diretora, entre os anos de 1963 a 1967, a professora Maria José Pegoraro.

 

Em 1968, a Escola Normal Regional de Grau Ginasial Dom João VI passou a denominar-se Ginásio Estadual Dom João VI, tendo como diretora a professora Mafalda Abucarub Trombini. Nos anos de 1969 a 1971 e 1995 a 1997, a direção esteve a cargo da professora Telma Federighi Baisi.

 

Em 1972, atuou como diretora do Ginásio Estadual Dom João VI, a professora Maria Aparecida da Silva. De 1973 a 1985, atuou como diretora a professora Guiomar Antunes.

 

Nos períodos de 1986 a 1989, 1990 a 1992, 1993 a 1995 a professora Ana Olímpia de Macedo Souza, 1990 a 1992 e de 1998 a 2003 (por eleição direta) a professora Carmem Lucia de Macedo Alves, atuou como diretora do estabelecimento de ensino. Em 2004, assumiu a direção do estabelecimento de ensino, a professora Silvana Pereira Muniz de Oliveira, eleita por voto direto até 2005, quando foi reeleita para uma gestão até o final de 2007, sendo prorrogada sua gestão até o final de 2008.

Em 2009 assume a direção do estabelecimento de ensino, a professora Solange Aparecida Quintilhano Toneze.

  

Denomina-se Escola Estadual Maria Pereira - Ensino Fundamental, conforme Resolução nº 3.120/98. A sua denominação é uma homenagem à Maria Pereira, que atuou como professora e secretária durante quinze anos neste estabelecimento de ensino. 

 

O Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza, reconhecido pela Resolução nº 2.276/87, teve na sua origem no Colégio Estadual Júlio da Silva - Ensino de 2º Grau.

 

Em 1979, pelo Parecer nº 12/79, foi implantada a Habilitação Básico em Administração, em caráter provisório, e pelo Parecer nº 12/81, do Conselho Estadual de Educação, foi aprovado o projeto de Implantação do Ensino de 2º Grau com a Habilitação Básico em Administração. 

 

Em 11 de dezembro de 1981, com a Resolução nº 2.569, foi criado o Complexo Escolar Júlio da Silva - Ensino de 1º e 2º Graus, resultado da fusão do Grupo Escolar Maria José Pegoraro de Souza e do Colégio Estadual Júlio da Silva.

 

Através da Resolução nº 686/83, de 7 de março de 1983, o Complexo Escolar Júlio da Silva passou a denominar-se Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza – Ensino de 1º e 2º Graus.

 

Pela Resolução nº 2.919/89, foram cessadas gradativamente as atividades escolares de Habilitação Básico em Administração.

 

Em 11 de janeiro de 1989, com a Resolução nº 2.545/89, foi autorizado o funcionamento do curso de 2º Grau - Educação Geral, com a implantação gradativa a partir do início do ano letivo de 1989.

 

Em 1993, pela Resolução nº 1.892/93 foi autorizado a funcionar pelo prazo de dois anos, o curso de Magistério, com implantação gradativa a partir do início do ano letivo de 1993. O prazo inicial foi prorrogado pela Resolução nº 5.385/94 para os anos letivos de 1995 e 1996.

 

Com a municipalização do ensino de 1º Grau, foi criada pela Resolução nº 3.054, de 19 de setembro de 1992, a Escola Municipal Argenede Motta Prodóssimo, Ensino de 1º Grau, deixando de compartilhar o mesmo prédio com o Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza - Ensino de 2º Grau e transferindo-se para um outro prédio. 

 

Responderam pela direção da Escola Municipal Argenede Motta Prodóssimo, no período de 1953 a 2007, os seguintes professores: Maria José Pegoraro de Souza (1953), Ivone Iroldi (1956), Alipio Poças Neto (1958), Maria José Pegoraro de Souza (1962), Guiomar Neto Antunes (1963), Tereza Negrão Valério (1965), Rosa Turola Trombini (1968), Hilda Petronilha Barbosa (1969), Gonçalino Batista Pavania (1973), Cezario Lima de Miranda (1983), Nadir Silva Pavania (1988), Claudete de Fátima Bernardes Tonesera (1992), Cléa Márcia Bernardes de Oliveira (1993), Marilda Mendes de Souza Melchior (2001), Rosa Correia Vicente Aparecida (de 2009 a março de 2010) e Antonieta Lomas da Silva, que ocupa o cargo atualmente (2010). 

 

Em 1996, o diretor do Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza - Ensino de 2º Grau, Antônio Eduardo Branco, assina o termo de adesão ao PROEM (Programa Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio do Paraná) comprometendo-se em implantar, a partir de 1997, o curso de Educação Geral de 2º Grau, em substituição à Habilitação Profissionalizante do mesmo grau.

 

Por meio da Resolução nº 851/98, de 20 de março de 1998, foram cessadas definitivamente as atividades escolares da Habilitação Magistério do Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza - Ensino de 2º Grau, revogando-se também  a autorização de funcionamento da Habilitação Profissionalizante, que obedeceu o seguinte cronograma de cessação: em 1997, a 1ª série; em 1998, a 1ª e 2ª séries; em 1999 as 1ª, 2ª e 3ª séries e, em 2000, as 1ª, 2ª, 3ª e 4ª séries.

 

Em 1998, pelo Ato Administrativo nº 289/98, expedido pelo Chefe do Núcleo Regional de Educação de Cornélio Procópio, a nomenclatura do Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza - Ensino de 2º Grau passou para Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza - Ensino Médio.

 

Os professores que atuaram no Colégio Estadual Maria José Pegoraro de Souza foram: em 1979, Yaeko Sekita de Oliveira; de 1980 a 1981, Tereza Negrão Valério; em 1982, Ana Olímpia Macedo de Souza; de 1983 a 1986, Cezário Lima de Miranda; de 1987 a 1991, Nadir Silva Pavânia; em 1992, Antônio Eduardo Branco; em 1994, Claudete de Fátima Bernardes Tonezera e, em 2006, Bráulio Verillo Miranda, que atualmente encontra-se no cargo.

 

No Distrito de Jandinópolis, a partir de 1971, começou a ser ofertado o ensino ginasial (5ª e 6ª séries) por meio de uma extensão do Ginásio Estadual Dom João VI, tendo como diretora do estabelecimento de ensino a professora Guiomar Neto Antunes.

 

Em 1984, por meio do Parecer nº 560/84, e em atendimento aos anseios da comunidade, foi autorizado a funcionar gradativamente o Ensino Fundamental. Em, 1988, a Escola foi reconhecida sob a denominação de Escola Estadual de Jandinópolis - Ensino de 1º Grau, tendo como primeira direção oficializada, a professora Neuza Maria Seugling.

 

Com a municipalização do ensino de 1º Grau, foi criada em 1992, compartilhado o mesmo espaço com a Escola Estadual de Jandinópolis, a Escola Municipal Eurico Pedroso de Almeida - Ensino de 1º Grau. A Escola recebeu esta denominação em homenagem a Eurico Pedroso de Almeida, um pioneiro do Município que foi farmacêutico e vereador.

 

Em 1998, a Escola Estadual de Jandinópolis - Ensino de 1º Grau passou a denominar-se Escola Estadual de Jandinópolis – Ensino Fundamental.  

 

Os professores que atuaram como diretores na Escola Municipal Eurico Pedroso de Almeida foram: de 1952 a 1960, Elvira dos Santos Almeida; de 1974 a 1979, Yaeko Sekita de Oliveira; de 1970 a 1974, Léia Terezinha Minotto Rivarolli; de 1979 a 1982, Nildete Assis Lins; de 1983 a 1992, Neuza Maria Silva Seugling; de 1993 a 1996, Nildete Assis Lins (segunda gestão); de 1997 a 2000, Odete Ribeiro Quinin Viera; de 2001 a 2008, Maria Conceição Nascimento da Silva e, a partir de 2009, Nair do Rocio da Silva.

 

As direções que atuaram na Escola Estadual de Jandinópolis foram: Guiomar Neto Antunes; Maria Aparecida da Silva; Neuza Maria Seugling (primeira direção oficializada); Bráulio Verillo Miranda; Maria Terezinha da Silva Coelho (2001); Arlene Mariz Thomaz de Aquino (eleita para a gestão 2004-2005 e depois reeleita para a gestão de 2006-2007); Cláudia Regina Silva Simões (assumiu no período compreendido entre 6 de setembro a 31 de dezembro de 2005, em virtude da licença maternidade da diretora eleita) e Maria Aparecida Passagnoli Batista (eleita para a gestão 2008-2009).

 

No Povoado da Primavera, atualmente funciona a única escola rural do Município, a Escola Rural Municipal Primavera, construída em 1950 por Pedro Mariusse. A primeira professora a lecionar nesta escola foi Marta Gomes, em 1953. A escola funcionava nos três períodos, devido ao grande número de alunos. Em 1962, só na 1ª série haviam 52 alunos. As carteiras, que eram duplas, não supriam a totalidade dos alunos, sendo que estes eram obrigados a sentar de quatro em quatro em cada carteira. Mesmo assim, alguns alunos ainda usavam a mesa do professor. A primeira diretora foi a professora Telma Frederighi Baisi, sendo precedida por Maria Aparecida da Silva e pela professora Solange Nunes da Silva Izidro, que atualmente é responsável pelo seu funcionamento. A Escola ficou aproximadamente três anos sem funcionar por falta de professores. 

 

Nesta mesma escola, também funcionava em regime compartilhado uma escola de 5ª a 8ª séries. Em 5 de dezembro de 1988, com a Resolução nº 3.752/88, a Escola passou a denominar-se Escola Estadual de Leópolis - Ensino de 1º Grau e em 1998, passou a denominar-se Escola Estadual de Leópolis - Ensino Fundamental.

 

A primeira diretora oficial da Escola Estadual de Leópolis foi Mafalda Abucarub Trombini, que administrou até 1989. A partir desta data, atuaram como diretores: Guiomar Neto Antunes (1990), Cleide Bernardes Toneze (1991), Enelice Melchior Fratoni (2001), Márcia Gavino Mendes (2002), Márcia Gavino Mendes (2004) e Odete Sérgio da Silva, que atua até a presente data.

                  

6.2 Escolas Rurais Municipais Desativadas 

 

A década de 1950 foi considerada a década do desenvolvimento do ensino primário, dos grupos escolares estaduais nas sedes dos primeiros municípios da região e das escolas primárias e grupos escolares municipais das vilas e distritos do interior do Município.

 

A partir da década de 1970, aconteceram novas relações sociais, determinadas pela mudança do sistema produtivo, desencadeando ampla demanda por educação em todos os graus e níveis. Por isso, ela é considerada a década da construção ou ampliação das redes escolares – municipal e estadual de Leópolis.  

 

No entanto, com o passar dos anos, o êxodo rural e a emancipação política dos distritos foram desencadeando um processo de nucleação das escolas rurais, de forma que não compensava economicamente mantê-las em funcionamento. 

 

Ao todo, foram fechadas no Município, 31 escolas localizadas na zona rural (Tabela 2), permanecendo em funcionamento somente a Escola Rural Municipal Primavera, no Povoado da Primavera. 

 

A desativação não aconteceu conjuntamente, mas de forma gradual, de acordo com a redução do número de alunos por escola.

 

Nas escolas construídas pelos colonos no interior do Município, os professores eram escolhidos dentre os membros de suas comunidades. Posteriormente, estas passaram para a competência do Município e se tornaram escolas rurais municipais.

 

As escolas municipais rurais eram precárias, trabalhavam de forma multisseriada e os professores continuavam sendo escolhidos entre a população local. Estes, quando muito, tinham escolaridade primária. 

 

Instituições de Ensino

 

A rede pública municipal de Leópolis, através da Secretaria Municipal da Educação, mantém três Centros de Educação Infantil, três escolas que atendem alunos  dos anos iniciais do Ensino Fundamental (uma delas oferta as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – Fase I e Educação Especial, por meio de Classe Especial, Sala de Recursos e Sala de Apoio) e uma Escola de Educação Especial. 

 

A rede pública estadual é integrada por quatro instituições de ensino que ofertam os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio.

 

Atendimento das Instituições de Ensino

 

As instituições de ensino da rede municipal são responsáveis pelo atendimento da Educação Infantil (creche e pré-escola) e dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Na rede estadual, este atendimento é voltado aos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (regular e profissionalizante).

 

Ambas as redes de ensino também atendem alunos das modalidades de Educação de Jovens e Adultos e da Educação Especial. 

 

Infraestrutura das Instituições de Ensino

 

Quanto à infraestrutura das instituições de ensino da rede municipal, verifica-se que: 14% possuem quadra de esportes, 85% possuem refeitório, 29% possuem biblioteca, 100% possuem energia elétrica e 100% possuem água. As maiores deficiências estão em espaços como parque infantil, esgoto e laboratório de informática. Além disso, somente uma das instituições de ensino da rede municipal possui acessibilidade, como rampas, banheiros adaptados, sinalizações, entre outras.    

 

Nas instituições de ensino da rede estadual, verifica-se um quadro mais completo, onde: 75% possuem quadra de esportes, biblioteca, esgoto e energia elétrica; 25% possuem laboratório de informática; 50% possuem acessibilidade e 100% possuem água. A maior deficiência diz respeito à falta de refeitório.

 

Gráfico 3. Demonstrativo da infraestrutura básica das instituições de ensino, 2010

Tabela 4. Infraestrutura das Instituições de Ensino existentes no Município, 2010

Gráfico 2. Distribuição dos alunos da Educação Básica, por dependência administrativa, 2010

Tabela 3. Instituições de Ensino existentes no Município, 2010

Tabela 3. Instituições de Ensino existentes no Município, 2010

Tabela 2. Escolas cessadas no Município, 1976/1999

Tabela 2. Escolas cessadas no Município, 1976/1999

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Data da última atualização: 16/10/2017 15:19:15

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